A Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal de Niterói, abre as portas para mais uma apresentação do Clube de Choro de Niterói, na terça-feira, 18 de outubro de 2016, às 20h. Nesta edição, o quarteto formado por Paulinho Bandolim (bandolim), Eduardo Jones (cavaquinho), Leo Fernandes (violão de 7 cordas), Diogo Barreto (pandeiro), comemora os 125 anos do cantor e compositor Cartola. Para essa noite, o quarteto recebe os ilustres convidados, o cantor Chico Alves, o mestre dos sopros Carlos Malta e o percussionista Chico Batera.

Cartola

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, foi um cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro. Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu em 1908 no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda menino e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira.



Na Mangueira, logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boêmia, da malandragem e do samba. Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos, tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola". Junto com um grupo de amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Sílvio Caldas.

Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas não Falam", "O Mundo É um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.


O Clube do Choro

Fundado em 28 de janeiro de 2013, o Clube do Choro de Niterói é um movimento criado com a ideia de incentivar a disseminação deste que é considerado o primeiro gênero musical urbano brasileiro. Nomes como Carlinhos Leite e Jonas do Cavaquinho representaram a cidade no cenário internacional do choro ao participarem da formação original do Conjunto Época de Ouro ao lado de Jacob do Bandolim.

O Projeto Clube do Choro torna-se um importante canal de divulgação da história da nossa música, tendo em vista o pouco espaço que a música instrumental recebe nos grandes veículos de imprensa.

Membros

Paulinho Bandolim - bandolim

Clique para ampliar
Fundou o grupo de choro Café Brasil com o qual lançou o disco "Em Terra de Araribóia" em 2013. Representou o Brasil no "HIFA 2007" (Harare International Festival of Arts) no Zimbabue com o duo Focando em Cordas. Participou do projeto "Turunas Cariocas" em Petrolândia-PE, terra natal do violonista João Pernambuco. Venceu o concurso "Jovens Bambas do Velho Samba" em 2010, 2013 e 2014 acompanhando os cantores Maria Menezes, Inácio Rios e Anderson Vaz respectivamente. Em 2009 passou a integrar a Ala de Compositores da Estação Primeira de Mangueira onde venceu o concurso de samba-enredo nos anos de 2010, 2015 e 2016.

Eduardo Jones - cavaquinho

Apaixonado por choro e samba, segue tocando seu cavaquinho desde 1982 e já tocou com vários músicos, tais como: Aecio Flavio, Mario Pereira, Otaviano Pitanga, Luiz Roberto, Sivuca, Paulo Moura, Zé da Velha, Silverio Pontes, Nelson Sargento, Monarco, etc... Fundou o grupo Cia do Choro. Parceiro de Nelson Sargento – Diz Qui Tá e Canta Meu Povo (inéditas). Tocou no carro de som da Portela, no 1º ensaio técnico do Sambódromo e na Noite das Campeãs em 1984. Participou do embrião do Clube do Choro de Niterói em 2013, na Cantareira.

Leo Fernandes - violão de 7 cordas

Integrante do Grupo Café Brasil, que lançou em 2013 o cd "Em terra de Araribóia", com participações de Ronaldo do Bandolim, Silvério Pontes, entre outros grandes nomes do choro, contendo ainda texto de Zé Paulo Becker. Foi integrante do Trio de Couro e Cordas, com o qual participou de duas turnês pela Noruega. Com o Duo Focando em Cordas representou o Brasil no HIFA, festival internacional de artes no Zimbabue, África. Acompanha atualmente cantores da nova geração do samba, como Mingo Silva, André da Mata e João Martins. Participou de alguns projetos de samba, onde acompanhou artistas como Luiz Carlos da Vila, Diogo Nogueira, Monarco e Almir Guineto.

Diogo Barreto - pandeiro

Aos 18 conheceu o músico Silvério Pontes, que lhe apresentou ao choro. Apresentou-se no Democráticos, tradicional casa da Lapa, com Marcos Sacramento, Zé da Velha e Silvério Pontes. Acompanhou diversos sambistas como Monarco, Sombrinha, Wanderlei Monteiro e Luiza Dionizio, com quem participou dos programa Som Brasil em homenagem ao cantor e compositor Arlindo Cruz. Atualmente se apresenta em importantes casas noturnas do Rio de Janeiro integrando o grupo dos cantores Taís Macedo e Roberta de Recife, entre outros.


Clique para ampliar.



Serviço

Clube do Choro de Niterói
Data: Terça-feira, 18 de outubro de 2016
Horário: 20h
Ingresso: gratuito
Classificação etária: Livre
Duração: 120 minutos

Sala Carlos Couto
Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de novembro, 35 – Centro, Niterói
Tel: (21) 2719-9639


Tags:






Publicado em 0000-00-00

Sala Carlos Couto apresenta mostra sobre 'La Belle Époque' De 10 de julho a 25 de setembro
João Tostes e Vinícius Vivas levam o Ukulele para o Municipal Sexta-feira, 27 de setembro
Grupo Papel Crepon leva 'Cinderela' para o palco do Municipal 28 e 29 de setembro
Lenda 'Itapuca' no palco do Teatro Municipal João Caetano Leia mais ...
Com fotos de Magno Mesquita, Niterói é tema de mostra na Carlos Couto Leia mais ...
Santa Thereza: Niterói enfim ganhou um teatro à sua altura MEMÓRIA
Clube Dramático Assis Pacheco estreia no Theatro Municipal Leia mais ...
A Grande Reforma do Theatro Municipal, em 1966 Segunda-feira, 02 de maio de 1966
Salvem o Theatro Santa Thereza Leia mais ...